Uma habilidade muito específica levou Jerry, um dachshund de quatro anos do Texas, para o Guinness World Records: em 22 de junho de 2025, ele retirou 11 tampas de garrafas plásticas em um minuto. O recorde foi realizado no dia do aniversário de Jerry, em McKinney, nos Estados Unidos, e consta na página oficial do Guinness.
A notícia é divertida porque parece feita sob medida para um salsicha: concentração, uma tarefa minúscula e uma pessoa da família percebendo que aquela mania podia virar uma história. Mas há uma diferença essencial entre admirar o recorde e tentar repeti-lo em casa. Tampas, anéis e pedaços de plástico são objetos pequenos, fáceis de engolir e não são brinquedos para cães.
O que Jerry fez, exatamente?
Segundo o Guinness World Records, Jerry vive com Sathya Priya Easwaran e já tinha o hábito de retirar tampas de garrafas plásticas. A tutora organizou uma tentativa oficial para a marca de maior número de tampas de garrafa plástica removidas por um cão em um minuto. O resultado validado foi 11.
O próprio registro apresenta a façanha como uma característica muito particular de Jerry, não como uma habilidade obrigatória da raça nem como uma proposta de treinamento. Isso é um bom ponto de partida para ler histórias virais sobre cães: o que um indivíduo fez em um contexto controlado não vira automaticamente uma atividade indicada para todos.
Por que a história combina tanto com um dachshund?
Dachshunds costumam chamar atenção pela persistência quando algo desperta interesse. A raça foi desenvolvida na Alemanha para trabalho de caça em tocas, e sua história ajuda a explicar por que tantos tutores reconhecem nos salsichas uma mistura de curiosidade, foco e independência. Isso não significa que todo dachshund gostará das mesmas tarefas, nem que insistência seja sinônimo de teimosia.
Em casa, o detalhe mais valioso da notícia não é a tampa: é a observação atenta de uma pessoa sobre o que o cão realmente gosta de fazer. Alguns cães se animam com faro; outros preferem buscar, resolver brinquedos de alimento ou aprender a tocar um alvo com o focinho. Encontrar uma atividade segura que faça sentido para aquele indivíduo costuma ser mais útil do que procurar uma tendência pronta.
O que não vale copiar
Não ofereça tampas de garrafa, anéis plásticos, lacres, peças pequenas ou embalagens para o dachshund manipular. Objetos assim podem quebrar, ser engolidos ou ficar presos. Também não deixe garrafas mordidas disponíveis sem supervisão: plástico danificado pode soltar pedaços e não é um substituto confiável para brinquedo próprio para cães.
Se o seu dachshund já tenta arrancar tampas ou carregar embalagens, trate isso como sinal para reorganizar o ambiente, não como um talento a ser testado. Guarde recicláveis fora de alcance e troque a atividade por alternativas maiores, resistentes e adequadas ao tamanho do cão. Se houver ingestão de objeto ou suspeita de que algo sumiu, o caminho seguro é falar com o médico-veterinário, sem esperar sintomas aparecerem.
Como transformar curiosidade em brincadeira segura
Use um alvo grande
Um alvo de mão ou disco de treinamento próprio pode ensinar o cão a encostar o focinho em um ponto. Comece com o alvo perto dele, marque o interesse com uma palavra curta e entregue uma recompensa pequena. Aos poucos, mude a posição. A graça está na escolha e na cooperação, não em fazer muitas repetições.
Experimente caixas de farejo
Caixas de papelão abertas, sem fita, grampos ou partes pequenas, podem esconder uma parte da ração ou um brinquedo grande e seguro. Supervisione a sessão e interrompa se o cão começar a triturar ou ingerir papel. Para muitos dachshunds, procurar com o nariz é mais interessante do que seguir comandos em sequência.
Faça pausas antes da empolgação passar do ponto
Uma atividade boa termina enquanto o cão ainda está interessado e consegue se acalmar. Não há benefício em insistir até ele ficar frustrado, cansado ou começar a agarrar objetos de forma desorganizada. Sessões curtas também ajudam a família a perceber o que funciona de verdade.
O recorde é uma curiosidade, não uma medida de inteligência
Jerry não representa todos os dachshunds, e um cão que não demonstra interesse por desafios de objeto não é menos esperto. Habilidades aparecem da combinação entre temperamento, experiências, oportunidades e manejo. O melhor enriquecimento é aquele que o cão consegue aproveitar com segurança e que cabe na rotina da família.
Talvez a parte mais simpática da história seja justamente essa: uma preferência cotidiana, observada sem pressa, virou um momento memorável. Em vez de procurar um recorde, vale perguntar qual atividade faz o seu dachshund usar o nariz, pensar e se divertir sem colocar o corpo em risco.
Conclusão
O Guinness registrou a marca de Jerry: 11 tampas removidas em um minuto. Para quem convive com um salsicha, a notícia rende uma risada e uma lembrança importante. Curiosidade é ótima; objetos pequenos não. Use a história como inspiração para observar o que o seu cão gosta de fazer e ofereça versões seguras, supervisionadas e compatíveis com ele.
