{"id":206,"date":"2026-10-01T10:00:00","date_gmt":"2026-10-01T13:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clubedosalsicha.com.br\/artigos\/?p=206"},"modified":"2026-09-30T22:08:40","modified_gmt":"2026-10-01T01:08:40","slug":"dachshunds-arte-cinema-literatura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clubedosalsicha.com.br\/artigos\/dachshunds-arte-cinema-literatura\/","title":{"rendered":"Dachshunds na arte, no cinema e na literatura: as hist\u00f3rias que transformaram a ra\u00e7a em \u00edcone"},"content":{"rendered":"<p>Poucas ra\u00e7as s\u00e3o reconhecidas por uma \u00fanica linha. Desenhe um corpo comprido sobre quatro pernas curtas, acrescente um focinho e duas orelhas ca\u00eddas, e quase todo mundo dir\u00e1 &#8220;salsicha&#8221;. Essa silhueta explica parte do fasc\u00ednio que o dachshund exerce sobre artistas, animadores, escritores e colecionadores h\u00e1 mais de cem anos.<\/p>\n<p>Este guia re\u00fane cinco cap\u00edtulos dessa hist\u00f3ria: o primeiro dachshund animado do cinema, os c\u00e3es que David Hockney pintou dezenas de vezes, o dachshund que inspirou o humor de E. B. White, um museu inteiro dedicado \u00e0 ra\u00e7a e a lenda mal contada do hot dog. No fim, h\u00e1 um roteiro pr\u00e1tico para quem quer ver, ler e visitar cada um desses lugares.<\/p>\n<h2>Linha do tempo: o dachshund na cultura<\/h2>\n<table>\n<thead>\n<tr>\n<th>Ano<\/th>\n<th>Acontecimento<\/th>\n<th>Por que importa<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td>1895<\/td>\n<td>Uma das primeiras men\u00e7\u00f5es conhecidas a &#8220;hot dog&#8221; aparece no jornal estudantil <em>Yale Record<\/em><\/td>\n<td>O termo circulava antes da famosa &#8220;hist\u00f3ria do cartunista&#8221;<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>1913<\/td>\n<td>Estreia <em>The Artist&#8217;s Dream<\/em>, curta de John Randolph Bray com um dachshund animado<\/td>\n<td>Um dos primeiros personagens animados a &#8220;ganhar vida&#8221; na tela<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>1928<\/td>\n<td>Mickey Mouse estreia em <em>Steamboat Willie<\/em><\/td>\n<td>Refer\u00eancia para medir o pioneirismo do curta de 1913<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>1993\u20131995<\/td>\n<td>David Hockney pinta 45 pequenas telas, al\u00e9m de alguns desenhos, de Stanley e Boodgie<\/td>\n<td>A s\u00e9rie mais conhecida de dachshunds na arte contempor\u00e2nea<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>1998<\/td>\n<td>Publica\u00e7\u00e3o do livro <em>Dog Days<\/em>, de Hockney<\/td>\n<td>Re\u00fane a s\u00e9rie em um volume<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2024<\/td>\n<td>897 dachshunds desfilam juntos em Regensburg, recorde do Guinness<\/td>\n<td>Evento ligado aos fundadores do Dackelmuseum<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h2>1913: o dachshund que provou que desenho podia se mexer<\/h2>\n<p>Em <em>The Artist&#8217;s Dream<\/em>, tamb\u00e9m conhecido como <em>The Dachshund and the Sausage<\/em>, um artista mostra a um cr\u00edtico o desenho de um dachshund. O cr\u00edtico rejeita o trabalho porque o c\u00e3o parece r\u00edgido e sem vida. Quando os humanos saem da sala, o personagem ganha movimento, encontra uma salsicha e se entrega a um exagero c\u00f4mico t\u00edpico da \u00e9poca.<\/p>\n<p>O curta \u00e9 associado a John Randolph Bray, cartunista que ajudou a transformar a anima\u00e7\u00e3o de experimento artesanal em produ\u00e7\u00e3o organizada para o cinema. Em 1913, cada segundo de a\u00e7\u00e3o exigia uma sequ\u00eancia de desenhos feitos \u00e0 m\u00e3o. Um personagem de silhueta simples e reconhec\u00edvel facilitava a leitura do movimento, e poucas formas s\u00e3o t\u00e3o f\u00e1ceis de ler quanto a de um dachshund.<\/p>\n<p>Dizer que esse c\u00e3o &#8220;inventou&#8221; a anima\u00e7\u00e3o seria exagero: outros artistas testavam solu\u00e7\u00f5es parecidas no mesmo per\u00edodo. O valor do filme est\u00e1 em registrar uma fase decisiva, quinze anos antes de Mickey, e em mostrar que a gra\u00e7a de ver um animal conhecido fazendo algo inesperado \u00e9 mais antiga que a internet.<\/p>\n<h2>Stanley e Boodgie: os modelos de David Hockney<\/h2>\n<p>David Hockney ficou famoso pelas piscinas luminosas da Calif\u00f3rnia, mas na d\u00e9cada de 1990 dois modelos baixos e compridos ocuparam o centro do seu trabalho. Segundo a cronologia oficial do artista, entre 1993 e 1995 ele fez 45 pequenas pinturas de seus dachshunds, al\u00e9m de alguns desenhos, Stanley e Boodgie. A s\u00e9rie foi publicada em 1998 no livro <em>Dog Days<\/em>.<\/p>\n<p>O que torna esses quadros especiais \u00e9 a falta de pose. Os c\u00e3es dormem encostados, apoiam o focinho, acompanham algo com o olhar ou simplesmente ignoram o pintor. Hockney precisava trabalhar r\u00e1pido, porque a cena podia desaparecer a qualquer momento, e por isso produziu muitos estudos das mesmas situa\u00e7\u00f5es dom\u00e9sticas.<\/p>\n<p>Qualquer tutor reconhece as posi\u00e7\u00f5es. O corpo alongado cria curvas fortes no quadro, mas o interesse das pinturas n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 na anatomia: Stanley e Boodgie aparecem como indiv\u00edduos que dividem espa\u00e7o, rotina e afeto. \u00c9 a mesma observa\u00e7\u00e3o que fazemos ao fotografar o cachorro dormindo no sof\u00e1, levada a s\u00e9rio por um grande pintor.<\/p>\n<p>Observa\u00e7\u00e3o sobre o nome: muitos textos escrevem &#8220;Boogie&#8221;, mas a cronologia oficial de Hockney registra &#8220;Boodgie&#8221;, grafia que seguimos aqui.<\/p>\n<h2>Fred, o dachshund que ensinou humor a E. B. White<\/h2>\n<p>E. B. White \u00e9 o autor de <em>A Menina e o Porquinho<\/em> e <em>Stuart Little<\/em>, al\u00e9m de ensaios admirados pela precis\u00e3o. Parte do seu humor nasceu de um personagem dom\u00e9stico que resistia a qualquer tentativa de organiza\u00e7\u00e3o: Fred, seu dachshund. Cartas, ensaios e lembran\u00e7as reunidos depois no livro <em>E. B. White on Dogs<\/em> mostram que Fred era presen\u00e7a constante, e n\u00e3o um animal citado de passagem.<\/p>\n<p>Fred acompanhou a fam\u00edlia na mudan\u00e7a da cidade para o Maine. White n\u00e3o escrevia como treinador: escrevia sobre conviv\u00eancia. Portas abertas que n\u00e3o produzem a passagem esperada, pedidos que parecem negoci\u00e1veis e a certeza humana de controlar uma rotina que o c\u00e3o interpreta de outro jeito. Outra dachshund da fam\u00edlia, Minnie, tamb\u00e9m aparece nos textos.<\/p>\n<p>A leitura que fazemos hoje \u00e9 um pouco diferente da piada. A fama de &#8220;teimoso&#8221; do dachshund tem raiz funcional: a ra\u00e7a foi selecionada para tomar decis\u00f5es sozinha dentro de tocas, longe de qualquer comando humano. Isso n\u00e3o a torna imposs\u00edvel de ensinar. Significa que motiva\u00e7\u00e3o, clareza e refor\u00e7o contam mais do que insist\u00eancia, tema que tratamos no guia sobre <a href=\"https:\/\/clubedosalsicha.com.br\/artigos\/dachshund-late-muito-gatilhos-rotina\/\">latidos e rotina<\/a>.<\/p>\n<h2>Dackelmuseum: um museu inteiro dedicado \u00e0 ra\u00e7a<\/h2>\n<p>Na Alemanha existe um museu s\u00f3 de dachshunds. O Dackelmuseum nasceu da cole\u00e7\u00e3o de Seppi K\u00fcblbeck e Oliver Storz, dois floristas que juntaram objetos da ra\u00e7a por d\u00e9cadas e decidiram abrir o acervo ao p\u00fablico. O museu come\u00e7ou em Passau, na Baviera, e hoje fica no centro hist\u00f3rico de Regensburg, segundo o site oficial.<\/p>\n<p>Em consulta ao site em setembro de 2026, o museu informava uma cole\u00e7\u00e3o com mais de 30 mil objetos, dos quais alguns milhares ficam expostos. S\u00e3o esculturas, porcelanas, pinturas, brinquedos, an\u00fancios e utens\u00edlios. Cada pe\u00e7a diz pouco sobre anatomia canina e muito sobre como cada \u00e9poca enxergou a ra\u00e7a: c\u00e3o de ca\u00e7a, s\u00edmbolo da Baviera, mascote ol\u00edmpico (veja a hist\u00f3ria de <a href=\"https:\/\/clubedosalsicha.com.br\/artigos\/waldi-dachshund-primeiro-mascote-olimpico\/\">Waldi, o mascote de 1972<\/a>), garoto-propaganda.<\/p>\n<p>Os fundadores tamb\u00e9m est\u00e3o ligados \u00e0 parada de dachshunds de Regensburg. Em 2024, o evento reuniu 897 c\u00e3es confirmados pelo Guinness World Records, o que transformou o museu em ponto de encontro de uma comunidade internacional. Contamos esse recorde em <a href=\"https:\/\/clubedosalsicha.com.br\/artigos\/passeio-recorde-dachshunds-regensburg\/\">897 dachshunds em um passeio<\/a>.<\/p>\n<h2>Hot dog: o que \u00e9 lenda e o que \u00e9 documentado<\/h2>\n<p>A hist\u00f3ria mais repetida diz que o cartunista Tad Dorgan viu vendedores anunciando &#8220;dachshund sausages&#8221; num est\u00e1dio, desenhou um dachshund dentro de um p\u00e3o e escreveu &#8220;hot dog&#8221; porque n\u00e3o sabia soletrar o nome da ra\u00e7a. \u00c9 uma boa hist\u00f3ria, mas ningu\u00e9m encontrou o desenho nos arquivos conhecidos.<\/p>\n<p>O que est\u00e1 documentado \u00e9 anterior. A <em>Smithsonian Magazine<\/em> registra uma das primeiras men\u00e7\u00f5es a &#8220;hot dog&#8221; em 1895, no <em>Yale Record<\/em>, j\u00e1 ligada \u00e0s salsichas vendidas a estudantes. Imigrantes alem\u00e3es haviam popularizado as lingui\u00e7as nos Estados Unidos, e o formato comprido delas era comparado ao corpo do dachshund, outra &#8220;importa\u00e7\u00e3o&#8221; alem\u00e3. Havia tamb\u00e9m uma camada menos simp\u00e1tica: piadas sobre a origem da carne das salsichas, que ajudam a explicar o &#8220;dog&#8221;.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o mais honesta \u00e9 que o dachshund ajudou a construir o imagin\u00e1rio do hot dog, mas n\u00e3o h\u00e1 prova de que tenha batizado o lanche sozinho. Express\u00f5es populares raramente t\u00eam um \u00fanico inventor.<\/p>\n<p><strong>Como reconhecer uma lenda hist\u00f3rica:<\/strong> ela oferece um inventor \u00fanico para algo que j\u00e1 circulava; \u00e9 repetida sem data nem c\u00f3pia do documento original; e cada vers\u00e3o acrescenta detalhes diferentes. Vale para o hot dog e para muita &#8220;curiosidade&#8221; de ra\u00e7a que circula nas redes.<\/p>\n<h2>Por que artistas escolhem o dachshund<\/h2>\n<p>Juntando os cinco cap\u00edtulos, tr\u00eas motivos aparecem de novo e de novo:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>A silhueta \u00e9 um desenho pronto.<\/strong> Corpo longo, pernas curtas e orelhas ca\u00eddas funcionam em tr\u00eas tra\u00e7os, o que ajudou o animador de 1913, os designers de brinquedos do museu e os cartunistas do hot dog.<\/li>\n<li><strong>A personalidade rende narrativa.<\/strong> Um c\u00e3o que parece ter opini\u00e3o pr\u00f3pria vira personagem com facilidade, como Fred nos textos de White.<\/li>\n<li><strong>A conviv\u00eancia \u00e9 \u00edntima.<\/strong> Os trabalhos mais marcantes, como os de Hockney e o de Picasso com <a href=\"https:\/\/clubedosalsicha.com.br\/artigos\/lump-dachshund-picasso-historia-arte\/\">Lump<\/a>, nasceram de c\u00e3es que viviam com os artistas, n\u00e3o de modelos contratados.<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Roteiro: onde ver, ler e visitar<\/h2>\n<table>\n<thead>\n<tr>\n<th>Hist\u00f3ria<\/th>\n<th>O que procurar<\/th>\n<th>Dica<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td>Anima\u00e7\u00e3o de 1913<\/td>\n<td><em>The Artist&#8217;s Dream<\/em> (John Randolph Bray)<\/td>\n<td>Por ser de 1913, o curta circula em acervos de cinema antigo; confira o registro no cat\u00e1logo do American Film Institute<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>David Hockney<\/td>\n<td>Livro <em>Dog Days<\/em> (1998)<\/td>\n<td>Procure edi\u00e7\u00f5es usadas; o livro \u00e9 curto e quase s\u00f3 imagens<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>E. B. White<\/td>\n<td><em>E. B. White on Dogs<\/em>, organizado por Martha White<\/td>\n<td>Em ingl\u00eas; os trechos sobre Fred s\u00e3o os mais divertidos<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Dackelmuseum<\/td>\n<td>Museu em Regensburg, Alemanha<\/td>\n<td>O museu aceita c\u00e3es; confirme hor\u00e1rios e ingressos no site oficial antes de ir<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Cinema de fam\u00edlia<\/td>\n<td><em>The Ugly Dachshund<\/em> (Disney, 1966)<\/td>\n<td>Veja a hist\u00f3ria do filme em <a href=\"https:\/\/clubedosalsicha.com.br\/artigos\/the-ugly-dachshund-filme-disney-1966\/\">nosso artigo<\/a><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Para a origem da ra\u00e7a antes de tudo isso, leia a <a href=\"https:\/\/clubedosalsicha.com.br\/artigos\/historia-do-dachshund\/\">hist\u00f3ria do dachshund, do c\u00e3o de ca\u00e7a alem\u00e3o ao cachorro-salsicha<\/a>, e a <a href=\"https:\/\/clubedosalsicha.com.br\/artigos\/queen-victoria-dachshunds-corte-britanica\/\">rela\u00e7\u00e3o da rainha Vit\u00f3ria com a ra\u00e7a<\/a>.<\/p>\n<p><small>Como este guia foi feito: pesquisa em fontes documentais listadas abaixo, reda\u00e7\u00e3o com apoio de ferramentas de intelig\u00eancia artificial, checagem das fontes e aprova\u00e7\u00e3o editorial do Clube do Salsicha. N\u00e3o visitamos o Dackelmuseum pessoalmente; informa\u00e7\u00f5es de funcionamento podem mudar. Este guia re\u00fane e amplia cinco artigos curtos publicados em setembro de 2026.<\/small><\/p>\n<h2>Fontes consultadas<\/h2>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/www.smithsonianmag.com\/smart-news\/1913-one-gluttonous-pupper-changed-course-animation-history-180963593\/\">Smithsonian Magazine \u2014 In 1913, One Gluttonous Pupper Changed the Course of Animation History<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/catalog.afi.com\/Film\/72536-THE-ARTIST%27S-DREAM\">American Film Institute \u2014 The Artist&#8217;s Dream (1913)<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.hockney.com\/index.php\/resources\/illust_chronology\">David Hockney \u2014 cronologia ilustrada oficial<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.simonandschuster.com\/books\/E-B-White-on-Dogs\/Martha-White\/9781684751402\">Simon &amp; Schuster \u2014 E. B. White on Dogs<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/images.akc.org\/pdf\/gazette\/november-2025.pdf\">AKC Gazette \u2014 refer\u00eancias sobre Fred e Minnie<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.dackelmuseum.de\/\">Dackelmuseum \u2014 site oficial<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.smithsonianmag.com\/smart-news\/germanys-new-dachshund-museum-not-just-dogs-180968692\/\">Smithsonian Magazine \u2014 Germany&#8217;s New Dachshund Museum Is Not Just for the Dogs<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.guinnessworldrecords.com\/news\/2025\/3\/hundreds-of-sausages-gather-in-germany-for-adorable-largest-dachshund-dog-walk\">Guinness World Records \u2014 Largest Dachshund dog walk<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.smithsonianmag.com\/arts-culture\/hot-dogs-are-us-68009224\/\">Smithsonian Magazine \u2014 Hot Dogs Are Us<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.smithsonianmag.com\/history\/origins-coney-island-hot-dog-uniquely-american-story-180959659\/\">Smithsonian Magazine \u2014 The Origin of the Coney Island Hot Dog<\/a><\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De um desenho animado de 1913 \u00e0s pinturas de David Hockney, passando por E. 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