{"id":23,"date":"2026-08-04T14:59:04","date_gmt":"2026-08-04T17:59:04","guid":{"rendered":"https:\/\/clubedosalsicha.com.br\/artigos\/?p=23"},"modified":"2026-09-15T15:09:32","modified_gmt":"2026-09-15T18:09:32","slug":"saude-da-coluna-do-dachshund","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clubedosalsicha.com.br\/artigos\/saude-da-coluna-do-dachshund\/","title":{"rendered":"Sa\u00fade da coluna do dachshund: como reduzir riscos e reconhecer sinais de alerta"},"content":{"rendered":"<p>Quem convive com um dachshund provavelmente j\u00e1 ouviu alertas sobre a coluna. A preocupa\u00e7\u00e3o tem fundamento: a ra\u00e7a apresenta predisposi\u00e7\u00e3o importante \u00e0 doen\u00e7a do disco intervertebral, conhecida pela sigla em ingl\u00eas IVDD. Isso, por\u00e9m, n\u00e3o significa que todo dachshund ter\u00e1 uma crise nem que a fam\u00edlia precise mant\u00ea-lo parado ou viver com medo de cada movimento.<\/p>\n<p>O cuidado respons\u00e1vel come\u00e7a por entender o que \u00e9 poss\u00edvel fazer, o que ainda n\u00e3o foi comprovado e quais mudan\u00e7as exigem atendimento r\u00e1pido. Este guia re\u00fane evid\u00eancias e orienta\u00e7\u00f5es de institui\u00e7\u00f5es veterin\u00e1rias para ajudar voc\u00ea a montar uma rotina sensata, reconhecer sinais precoces e agir com seguran\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Aten\u00e7\u00e3o:<\/strong> este conte\u00fado \u00e9 educativo e n\u00e3o substitui consulta, exame neurol\u00f3gico ou plano de tratamento definido por m\u00e9dico-veterin\u00e1rio. Dor, altera\u00e7\u00e3o de marcha, fraqueza ou perda de movimentos exigem avalia\u00e7\u00e3o profissional.<\/p>\n<h2>Por que a coluna do dachshund merece aten\u00e7\u00e3o?<\/h2>\n<p>Entre as v\u00e9rtebras existem discos que ajudam a dar mobilidade \u00e0 coluna e a amortecer for\u00e7as. Cada disco tem uma parte externa fibrosa e um centro mais gelatinoso. Em c\u00e3es condrodistr\u00f3ficos, grupo do qual o dachshund faz parte, esse centro pode degenerar e endurecer precocemente. Se o material discal se deslocar para o canal vertebral, pode comprimir a medula espinhal ou ra\u00edzes nervosas e provocar dor e altera\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Um estudo do Royal Veterinary College com 2.031 dachshunds encontrou preval\u00eancia de diagn\u00f3stico veterin\u00e1rio de IVDD de 15,7% na amostra. Os pr\u00f3prios autores lembram que se tratou de um question\u00e1rio respondido por tutores, portanto o resultado n\u00e3o deve ser convertido em uma previs\u00e3o individual. Idade, variedade da ra\u00e7a, gen\u00e9tica e fatores ainda n\u00e3o totalmente compreendidos modificam o risco.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 importante separar doen\u00e7a discal de crise cl\u00ednica. Um c\u00e3o pode ter discos degenerados sem demonstrar sintomas; a h\u00e9rnia ou extrus\u00e3o do disco \u00e9 o evento que pode causar compress\u00e3o e sinais. Da mesma forma, dor nas costas ou fraqueza n\u00e3o confirma IVDD sozinha: les\u00f5es, inflama\u00e7\u00f5es, infec\u00e7\u00f5es e outras doen\u00e7as podem produzir sinais parecidos. O diagn\u00f3stico \u00e9 veterin\u00e1rio.<\/p>\n<h2>\u00c9 poss\u00edvel prevenir IVDD?<\/h2>\n<p>N\u00e3o existe m\u00e9todo dom\u00e9stico capaz de garantir que um dachshund nunca ter\u00e1 IVDD. A predisposi\u00e7\u00e3o envolve gen\u00e9tica, degenera\u00e7\u00e3o precoce dos discos e outros fatores. Por isso, frases como \u201cbasta proibir escadas\u201d ou \u201ceste suplemento protege a coluna\u201d prometem mais do que a ci\u00eancia permite.<\/p>\n<p>O objetivo realista \u00e9 preservar condicionamento e mobilidade, reduzir acidentes evit\u00e1veis, acompanhar a condi\u00e7\u00e3o corporal e estar preparado para reconhecer uma emerg\u00eancia. Essas medidas favorecem a sa\u00fade geral e tornam a rotina mais controlada, mas n\u00e3o transformam um c\u00e3o predisposto em um c\u00e3o sem risco.<\/p>\n<h3>Mantenha atividade f\u00edsica regular e adequada ao indiv\u00edduo<\/h3>\n<p>Imobilizar preventivamente um dachshund saud\u00e1vel n\u00e3o \u00e9 recomendado. No estudo DachsLife 2015, c\u00e3es que faziam mais de uma hora de exerc\u00edcio di\u00e1rio e aqueles descritos como moderada ou altamente ativos apresentaram menor chance de diagn\u00f3stico de IVDD, enquanto menos de 30 minutos di\u00e1rios apareceu associado a maior chance. Como o estudo foi observacional, ele mostra associa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o prova que determinada quantidade de exerc\u00edcio previna a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, prefira passeios regulares, progressivos e compat\u00edveis com idade, sa\u00fade, condicionamento e clima. Um filhote, um adulto ativo e um idoso com artrose n\u00e3o devem seguir a mesma meta. Evite concentrar toda a atividade da semana em uma sess\u00e3o intensa. Se o c\u00e3o est\u00e1 sedent\u00e1rio, acima do peso, sente dor ou j\u00e1 teve problema de coluna, pe\u00e7a ao veterin\u00e1rio um plano de retorno; em alguns casos, a orienta\u00e7\u00e3o de fisiatra ou fisioterapeuta veterin\u00e1rio \u00e9 indicada.<\/p>\n<h3>Acompanhe condi\u00e7\u00e3o corporal e massa muscular<\/h3>\n<p>Peso na balan\u00e7a n\u00e3o conta toda a hist\u00f3ria. A WSAVA recomenda avaliar a condi\u00e7\u00e3o corporal, que estima a cobertura de gordura, e a condi\u00e7\u00e3o muscular. No escore corporal de nove pontos, a faixa ideal costuma ser 4 a 5: as costelas s\u00e3o palp\u00e1veis sem excesso de gordura, h\u00e1 cintura vis\u00edvel de cima e recolhimento abdominal de lado.<\/p>\n<p>Manter condi\u00e7\u00e3o corporal adequada beneficia mobilidade, articula\u00e7\u00f5es e sa\u00fade metab\u00f3lica. Entretanto, n\u00e3o \u00e9 correto prometer que emagrecer impedir\u00e1 IVDD. Pe\u00e7a ao veterin\u00e1rio para registrar o escore nas consultas e calcular por\u00e7\u00f5es conforme alimento, petiscos, idade, castra\u00e7\u00e3o, atividade e doen\u00e7as existentes. Redu\u00e7\u00f5es bruscas de comida ou dietas caseiras improvisadas podem criar outros problemas.<\/p>\n<h3>Adapte a casa ao comportamento e \u00e0 capacidade do c\u00e3o<\/h3>\n<p>Pisos muito lisos favorecem escorreg\u00f5es e movimentos sem controle. Passadeiras firmes ou tapetes antiderrapantes nos trajetos mais usados podem melhorar a tra\u00e7\u00e3o. Unhas mantidas no comprimento adequado e pelos excessivos entre os coxins aparados por profissional tamb\u00e9m ajudam o apoio das patas.<\/p>\n<p>Rampas de inclina\u00e7\u00e3o suave, est\u00e1veis e com superf\u00edcie aderente podem ser \u00fateis para c\u00e3es que j\u00e1 usam sof\u00e1, cama ou carro. A rampa precisa ser ensinada com refor\u00e7o positivo; coloc\u00e1-la ao lado do m\u00f3vel n\u00e3o adianta se o c\u00e3o continua saltando. Barreiras f\u00edsicas podem limitar acessos quando n\u00e3o h\u00e1 supervis\u00e3o. Essas adapta\u00e7\u00f5es reduzem oportunidades de queda ou aterrissagem descontrolada, mas n\u00e3o t\u00eam comprova\u00e7\u00e3o de que eliminem a IVDD.<\/p>\n<h2>Escadas e saltos causam IVDD?<\/h2>\n<p>A resposta honesta \u00e9 que a evid\u00eancia dispon\u00edvel n\u00e3o permite uma regra universal. No DachsLife 2015, c\u00e3es autorizados a subir em m\u00f3veis e saltar deles tiveram menor chance de diagn\u00f3stico, resultado oposto ao conselho popular. Os autores classificaram essas associa\u00e7\u00f5es como geradoras de hip\u00f3teses: c\u00e3es que j\u00e1 sentiam desconforto podem ter parado de saltar antes do diagn\u00f3stico, fam\u00edlias de c\u00e3es considerados fr\u00e1geis podem ter imposto restri\u00e7\u00f5es, e outras diferen\u00e7as de condicionamento podem explicar parte do achado.<\/p>\n<p>Portanto, o estudo n\u00e3o prova que saltar protege, assim como n\u00e3o demonstra que proibir todo degrau previne a doen\u00e7a. Vale usar bom senso individual. Corridas em escada, saltos altos, aterrissagens em piso liso e brincadeiras que fazem o c\u00e3o cair s\u00e3o riscos de trauma evit\u00e1veis. J\u00e1 um dachshund saud\u00e1vel e condicionado pode receber orienta\u00e7\u00e3o diferente de um c\u00e3o em recupera\u00e7\u00e3o, com dor, d\u00e9ficit neurol\u00f3gico, artrose ou pouca estabilidade.<\/p>\n<p>Durante tratamento conservador ou recupera\u00e7\u00e3o de cirurgia, a situa\u00e7\u00e3o muda completamente: o consenso do American College of Veterinary Internal Medicine recomenda pelo menos quatro semanas de atividade restrita para c\u00e3es tratados clinicamente por extrus\u00e3o toracolombar, com confinamento em \u00e1rea limitada e sem acesso a saltos, escadas ou caminhada solta. A dura\u00e7\u00e3o e a progress\u00e3o devem ser determinadas pelo veterin\u00e1rio; essa recomenda\u00e7\u00e3o terap\u00eautica n\u00e3o deve ser transformada em confinamento vital\u00edcio para todo c\u00e3o saud\u00e1vel.<\/p>\n<h2>Sinais de alerta: o que observar<\/h2>\n<p>Uma crise pode come\u00e7ar apenas com dor e evoluir, \u00e0s vezes rapidamente, para perda de fun\u00e7\u00e3o. N\u00e3o espere o c\u00e3o \u201cchorar muito\u201d: alguns demonstram desconforto de forma discreta. Mudan\u00e7a s\u00fabita de comportamento ou movimento merece aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>Sinais de dor ou rigidez<\/h3>\n<ul>\n<li>costas arqueadas, pesco\u00e7o r\u00edgido ou cabe\u00e7a mantida baixa;<\/li>\n<li>relut\u00e2ncia para caminhar, subir, pular, abaixar a cabe\u00e7a ou mudar de posi\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>tremores, ofega\u00e7\u00e3o sem motivo claro ou dificuldade para se acomodar;<\/li>\n<li>grito ao mover-se, ao ser tocado ou ao ser pego;<\/li>\n<li>recusa de alimento ou \u00e1gua quando precisa abaixar a cabe\u00e7a;<\/li>\n<li>irrita\u00e7\u00e3o ou tentativa de morder ao toque, mesmo em um c\u00e3o normalmente d\u00f3cil.<\/li>\n<\/ul>\n<h3>Sinais neurol\u00f3gicos<\/h3>\n<ul>\n<li>andar cambaleante, cruzar as patas ou cair;<\/li>\n<li>arrastar unhas, apoiar o dorso da pata no ch\u00e3o ou gastar unhas de forma incomum;<\/li>\n<li>fraqueza em uma ou mais patas;<\/li>\n<li>dificuldade ou incapacidade para ficar em p\u00e9 e caminhar;<\/li>\n<li>perda de controle urin\u00e1rio ou fecal, ou dificuldade para urinar;<\/li>\n<li>paralisia.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Procure atendimento veterin\u00e1rio imediatamente<\/strong> se houver fraqueza s\u00fabita, marcha descoordenada, perda da capacidade de ficar em p\u00e9, paralisia, altera\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria ou dor intensa. Sinais que pioram ao longo de horas tamb\u00e9m s\u00e3o urgentes. A gravidade neurol\u00f3gica influencia o progn\u00f3stico e a decis\u00e3o entre manejo cl\u00ednico e cirurgia; esperar para \u201cver se passa\u201d pode reduzir op\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h2>O que fazer ao suspeitar de uma crise<\/h2>\n<ol>\n<li><strong>Interrompa a atividade.<\/strong> N\u00e3o teste se o c\u00e3o consegue subir degraus, correr ou pular. Mantenha-o em \u00e1rea pequena e segura.<\/li>\n<li><strong>Reduza movimentos no transporte.<\/strong> Se conseguir fazer isso sem se colocar em risco, apoie ao mesmo tempo peito e pelve e mantenha o corpo est\u00e1vel. Para um c\u00e3o que n\u00e3o se sustenta ou ap\u00f3s queda importante, pe\u00e7a instru\u00e7\u00f5es \u00e0 cl\u00ednica antes de mov\u00ea-lo.<\/li>\n<li><strong>Ligue para um veterin\u00e1rio ou servi\u00e7o de emerg\u00eancia.<\/strong> Descreva quando come\u00e7ou, se houve trauma, se o c\u00e3o anda, se consegue urinar e se os sinais est\u00e3o piorando.<\/li>\n<li><strong>N\u00e3o ofere\u00e7a medicamento por conta pr\u00f3pria.<\/strong> Anti-inflamat\u00f3rios e analg\u00e9sicos humanos podem intoxicar c\u00e3es. Combinar anti-inflamat\u00f3rios ou us\u00e1-los sem conhecer o hist\u00f3rico tamb\u00e9m pode causar complica\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<li><strong>N\u00e3o massageie nem tente \u201ccolocar a coluna no lugar\u201d.<\/strong> Manipula\u00e7\u00f5es antes do diagn\u00f3stico podem causar dor e movimento desnecess\u00e1rio. Fotografe ou filme a marcha apenas se isso puder ser feito sem obrigar o c\u00e3o a andar.<\/li>\n<\/ol>\n<h2>Como o veterin\u00e1rio confirma e trata o problema?<\/h2>\n<p>A consulta inclui hist\u00f3rico, exame f\u00edsico e exame neurol\u00f3gico para localizar a prov\u00e1vel les\u00e3o e graduar a fun\u00e7\u00e3o. Radiografias simples podem mostrar calcifica\u00e7\u00f5es ou ajudar a investigar outras causas, mas nem sempre identificam com precis\u00e3o qual disco est\u00e1 comprimindo a medula. Tomografia computadorizada ou resson\u00e2ncia magn\u00e9tica podem ser necess\u00e1rias, especialmente quando h\u00e1 d\u00e9ficits neurol\u00f3gicos ou planejamento cir\u00fargico.<\/p>\n<p>O tratamento depende da localiza\u00e7\u00e3o, intensidade da dor, capacidade de caminhar, progress\u00e3o e epis\u00f3dios anteriores. Alguns c\u00e3es que continuam andando e t\u00eam sinais leves podem ser manejados com restri\u00e7\u00e3o rigorosa de atividade e medicamentos prescritos. Sinais graves, progressivos, recorrentes ou sem resposta ao manejo cl\u00ednico podem levar \u00e0 indica\u00e7\u00e3o de avalia\u00e7\u00e3o por neurologista e cirurgia descompressiva.<\/p>\n<p>N\u00e3o copie o protocolo de outro c\u00e3o. Dose, combina\u00e7\u00e3o de f\u00e1rmacos, tempo de repouso e exerc\u00edcios de reabilita\u00e7\u00e3o variam. O consenso ACVIM tamb\u00e9m ressalta que parte das recomenda\u00e7\u00f5es se apoia em evid\u00eancia limitada; acompanhamento e reavalia\u00e7\u00e3o s\u00e3o essenciais.<\/p>\n<h2>Cuidados depois do diagn\u00f3stico<\/h2>\n<p>Na recupera\u00e7\u00e3o, siga exatamente as regras de confinamento, sa\u00eddas para necessidades e retorno gradual propostas pela equipe. \u201cEle parece melhor\u201d n\u00e3o significa que o disco e os tecidos j\u00e1 estejam prontos para atividade normal. Use guia curta nas sa\u00eddas autorizadas e impe\u00e7a acesso a m\u00f3veis ou escadas enquanto houver restri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Observe dor, marcha, apetite, urina, fezes e integridade da pele. C\u00e3es com mobilidade reduzida podem precisar de aux\u00edlio para esvaziar a bexiga, mudan\u00e7as de posi\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o contra feridas, mas essas t\u00e9cnicas devem ser ensinadas presencialmente. Reabilita\u00e7\u00e3o pode fazer parte do plano; exerc\u00edcios escolhidos sem avalia\u00e7\u00e3o podem ser inadequados para a fase de cicatriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Converse tamb\u00e9m sobre recorr\u00eancia e sobre um plano dom\u00e9stico de emerg\u00eancia: cl\u00ednica de refer\u00eancia, transporte, controle de peso e adapta\u00e7\u00f5es permanentes adequadas \u00e0quele c\u00e3o. Uma vida de qualidade continua poss\u00edvel em muitos casos, mas o caminho n\u00e3o \u00e9 igual para todos.<\/p>\n<h2>Escolha respons\u00e1vel de filhotes e reprodu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>A degenera\u00e7\u00e3o discal tem componente heredit\u00e1rio. O Royal Kennel Club, em parceria com o Dachshund Health UK, mant\u00e9m no Reino Unido um programa radiogr\u00e1fico que avalia calcifica\u00e7\u00f5es em reprodutores entre 24 e 48 meses. O resultado ajuda decis\u00f5es de cria\u00e7\u00e3o, mas nem pais com o melhor grau garantem filhotes sem IVDD.<\/p>\n<p>No Brasil, pergunte ao criador sobre hist\u00f3rico de problemas de coluna nos parentes, idade dos diagn\u00f3sticos, crit\u00e9rios de sele\u00e7\u00e3o e acompanhamento de sa\u00fade. Desconfie de garantia de \u201clinhagem livre de IVDD\u201d. A decis\u00e3o respons\u00e1vel considera sa\u00fade, temperamento, diversidade gen\u00e9tica e bem-estar, n\u00e3o apenas apar\u00eancia.<\/p>\n<h2>Checklist pr\u00e1tico para a rotina<\/h2>\n<ul>\n<li>fa\u00e7a atividade regular e progressiva, ajustada com o veterin\u00e1rio;<\/li>\n<li>acompanhe peso, escore corporal e massa muscular;<\/li>\n<li>ofere\u00e7a tra\u00e7\u00e3o nos trajetos escorregadios e reduza quedas evit\u00e1veis;<\/li>\n<li>ensine o uso de rampas quando elas fizerem sentido para a casa e o c\u00e3o;<\/li>\n<li>evite sedentarismo preventivo e mudan\u00e7as bruscas de exerc\u00edcio;<\/li>\n<li>saiba identificar dor, arraste de patas, desequil\u00edbrio e fraqueza;<\/li>\n<li>tenha contato de cl\u00ednica com atendimento de urg\u00eancia;<\/li>\n<li>nunca medique ou manipule a coluna por conta pr\u00f3pria.<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Conclus\u00e3o<\/h2>\n<p>Cuidar da coluna de um dachshund n\u00e3o \u00e9 tentar controlar cada passo. \u00c9 manter uma rotina ativa e compat\u00edvel com o indiv\u00edduo, acompanhar condi\u00e7\u00e3o corporal, adaptar riscos concretos da casa e reconhecer cedo qualquer mudan\u00e7a. Nenhuma dessas medidas oferece garantia contra IVDD, mas informa\u00e7\u00e3o de qualidade evita tanto a falsa seguran\u00e7a quanto restri\u00e7\u00f5es desnecess\u00e1rias.<\/p>\n<p>Se o seu c\u00e3o demonstrar dor, andar diferente, perder for\u00e7a ou deixar de se sustentar, trate a mudan\u00e7a como problema veterin\u00e1rio \u2014 n\u00e3o como \u201cjeito da ra\u00e7a\u201d. Em uma poss\u00edvel crise neurol\u00f3gica, limitar movimentos e buscar avalia\u00e7\u00e3o rapidamente \u00e9 a atitude mais segura.<\/p>\n<h2>Fontes consultadas<\/h2>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/27826450\/\">Packer et al. (2016) \u2014 DachsLife 2015: associa\u00e7\u00f5es de estilo de vida e risco de IVDD em dachshunds<\/a>.<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/pmc.ncbi.nlm.nih.gov\/articles\/PMC9511077\/\">American College of Veterinary Internal Medicine \u2014 consenso sobre diagn\u00f3stico e manejo da extrus\u00e3o discal toracolombar aguda em c\u00e3es<\/a>.<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.vet.cornell.edu\/departments-centers-and-institutes\/riney-canine-health-center\/canine-health-topics\/intervertebral-disc-disease\">Cornell University College of Veterinary Medicine \u2014 doen\u00e7a do disco intervertebral<\/a>.<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/wsava.org\/global-guidelines\/global-nutrition-guidelines\/\">WSAVA \u2014 diretrizes globais de nutri\u00e7\u00e3o e ferramentas de escore corporal e muscular<\/a>.<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.royalkennelclub.com\/health-and-dog-care\/health-dog-care\/health\/getting-started-with-health-testing-and-screening\/ivdd-scheme-for-dachshunds\/\">Royal Kennel Club e Dachshund Health UK \u2014 programa de avalia\u00e7\u00e3o de IVDD em dachshunds<\/a>.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entenda a doen\u00e7a do disco intervertebral no dachshund, adote cuidados realistas para a coluna e reconhe\u00e7a sinais que exigem atendimento veterin\u00e1rio.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":137,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-23","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude"],"cds_card":{"image":"https:\/\/clubedosalsicha.com.br\/artigos\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/saude-da-coluna-do-dachshund-1-1024x576.png","category":"Sa\u00fade","reading_time":11},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/clubedosalsicha.com.br\/artigos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/clubedosalsicha.com.br\/artigos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/clubedosalsicha.com.br\/artigos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/clubedosalsicha.com.br\/artigos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/clubedosalsicha.com.br\/artigos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/clubedosalsicha.com.br\/artigos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24,"href":"https:\/\/clubedosalsicha.com.br\/artigos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23\/revisions\/24"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/clubedosalsicha.com.br\/artigos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/137"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/clubedosalsicha.com.br\/artigos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/clubedosalsicha.com.br\/artigos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/clubedosalsicha.com.br\/artigos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}